Estante de Livros #4: A Coragem de ser imperfeito de Brené Brown

No filme Equilibrium os governantes decidiram destruir livros, músicas e todo tipo de manisfetação da arte que despertava sentimento nas pessoas. Para eles, um mundo com pessoas que não tem sentimentos, era garantia de paz, segurança e perfeição. Na vida real, muitas são as pessoas que deixam de lado os seus sentimentos verdadeiros para se ajustar a perfeição imposta pela sociedade. E graças as redes sociais, é possível encenar a família, o trabalho e vida perfeita.

Imagem: Saraiva.com.br

O livro que escolhi para hoje trata da vergonha e da vulnerabilidade que todas nós sentimos em alguma momento da vida, que nos impede de ter uma vida plena. A coragem de ser imperfeito, da pesquisadora e professora americana Brené Brown apresenta a sua pesquisa de mais de 12 anos sobre vulnerabilidade. Em resumo, a autora defende que quando fugimos das emoções como medo, magóa, decepção, também nos fechamos para o amor, empatia, inovação e criatividade.

 

10 Lições que tirei do livro A Coragem de Ser imperfeito:

  1. Ser é mais importante do que sabemos. Temos que ter atitude e estar dispostos a ser visto e só é possível com a vulnerabilidade.
  2. Nunca nos sentimos com o suficiente por causa da cultura da escassez na sociedade. A vergonha, a comparação e a desmotivação são terrenos férteis para a cultura da escassez (nunca ter ou ser o bastante).
  3. A vulnerabilidade não é fraqueza, mas sim incerteza, correr riscos e exposição emocional.
  4. A vergonha nos impede de viver a vulnerabilidade. As pessoas sentem a vergonha em diferentes situações da vida. A vergonha é dor.
  5. Quando deixamos de praticar o que pregamos, os nossos seguidores ficam desmotivados. Isto se aplica tanto na família como no trabalho.
  6. Se funcionários são obrigados a viver com a vergonha, passam isso para clientes, colegas, alunos e família.
  7. Lançar a culpa nos outros é sinal de vergonha. Se culpar os outros é um padrão na sua cultura, então a vergonha deve ser tratada como problema.
  8. As pessoas usam as seguintes máscaras para esconder a vulnerabilidade: vivem momentos de alegria como sinal de algo mau está por vir, são perfeccionistas e ficam extremamente atarefadas.
  9. O empreendedorismo é vulnerável. Empreendedorismo é a capacidade de administrar e lidar com a incerteza.
  10. Uma organização que encoraja a vulnerabilidade, tem mais espaço para inovação, criatividade e crescimento.

 

Particularmente, achei o livro muito profundo e em sintonia com diversas situações da vida. As mulheres querem escrever um livro, praticar um desporto, começar uma nova carreira, iniciar o negócio, mas as emoções como medo e vergonha é muito maior. O país precisa de mais mulheres ousadas e dispostas a correr riscos. Se o resultado não for o esperado, pelo menos houve tentativa. Isso que importa.

 

Gostou da sugestão? Clique aqui para baixar o livro A coragem de ser imperfeito.

 

Estante de Livros #3: Oficina do Empreendedor de Fernando Dolabela

Será que todos podemos ser empreendedores? Esta é uma questão que ainda precisa ser muito discutida em Moçambique. Muitos são os casos de mulheres que não partilham o seu sonho de empreender, porque acreditam que não nasceram para isso. A capacidade de transformar um sonho em um negócio não é exclusiva para algumas pessoas, todos podemos aprender a ter uma vida profissional empreendedora. A verdade é que todos nós podemos ser empreendedores.

O livro que escolhi apresentar hoje foi “Oficina do Empreendedor”, do autor brasileiro Fernando Dolabela, que apresenta de forma detalhada uma metodologia de ensino do empreendedorismo para o ensino secundário e superior. Segundo o autor a metodologia não é uma receita pronta, a mesma pode ser adaptada de acordo com o local onde será aplicado, assim como tendo em conta o perfil dos beneficiários.

Imagem: Amazon.com.br

Lições que tirei do livro Oficina do Empreendedor:

  1. O empreendedor acrescenta valor na sociedade. Empreendedor não se dedica ao enriquecimento individual, mas sim na consciência social. Questiona qual é a causa que apoia.
  2. No caso de Brasil (o mesmo ocorre em Moçambique) as pequenas empresas empregam mais do que as grandes empresas.
  3. Existem empreendedores involuntários, aqueles que criam o próprio emprego para sobreviver. O autor deu exemplos de trabalhadores que perderam seus empregos e daí começaram um negócio.
  4. O empreendedor e o empregado moderno não ficam a espera que alguém crie condições para ele fazer o seu trabalho.
  5. O empreendedor é o motor do desenvolvimento económico, ele aproveita as oportunidades com recurso a inovação.
  6. O termo empreendedor evoluiu ao longo dos anos, desde aquele que transforma conhecimento em produtos e serviços ou geração do próprio conhecimento, como aquele que inova nos diferentes campos do negócios tal como produção, marketing ou gestão.
  7. Não se pode dissociar o empreendedor da empresa que ele criou. A empresa tem a cara do dono.
  8. O empreendedor pode não ter recursos para abrir a empresa, mas deve ter capacidade de atrair recursos, convencendo as pessoas da sua visão.
  9. Não podemos considerar empreendedor, alguém que compra uma empresa e não introduz inovação no negócio.
  10. A metodologia Oficina do Empreendedor tem como fundamento a teoria empreendedora dos sonhos que define o empreendedor como aquele que sonha e busca tornar o sonho uma realidade.
  11. Na tentativa realizar o sonho, o empreendedor ajusta o sonho e a si mesmo, como resultado do autoconhecimento e dos recursos disponíveis para realizar o sonho.
  12. O fracasso só acontece quando o empreendedor morre, porque no processo de realização do sonho, o sonho e o empreendedor se transformam. O processo de buscar a realização do sonho já é um sucesso do que o resultado em si.
  13. Existe países ou locais com um ambiente melhor do que o outro para o surgimento de empreendedor. Também é possível criar uma cultura empreendedora numa sociedade pouco empreendedora.
  14. As perguntas chave da Oficina do Empreendedor são: qual é o meu sonho e o que vou fazer para transforma-lo em realidade. Para responder a essas questões o empreendedor desenvolve as seguintes habilidade: Conceito de si, conhecimento do sector, rede de relações e liderança.
  15. Os actores chave da Oficina do Empreendedor são: O empreendedor, O organizador da Oficina do Empreendedor (Professores podem se tornar OOE), sistemas de suporte (Mentores, Palestrantes), Instituições de ensino, Instituições do Governo e media.

No final do livro fiquei com um sentimento de tristeza. Era isso que eu que queria ter aprendido no escola secundária ou na Universidade. Mas tal como o Brasil apresentado por Dolabela, Moçambique também é um país com um fraco ambiente de incentivo para surgimento de empreendedores.

 O empreendedorismo não é uma ciência de transmissão de conhecimento, mas é possível criar-se condições para os empreendedores aprenderem de forma autónoma a transformar seus sonhos em visão, a utilizar os recursos disponíveis para transformar os sonhos em negócios sustentáveis.

Um agradecimento especial à Tatiana Pereira, Co-fundadora da Idealab por permitir-me desfrutar da leitura do  livro Oficina do Empreendedor. Numa rápida pesquisa na internet, encontrei a obra disponível no Amazon, para adquirir visite https://www.amazon.com.br/Oficina-empreendedor-metodologia-transformar-conhecimento-ebook/dp/B00A3D9V18 .

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Estante de Livros #2: Pare de se sabotar e dê a volta por cima

Será que existe a fórmula para o sucesso? Há quem acredita que sim, há outros que não. Em geral, somos todos aprendizes nessa arte de viver e vamos terminar a nossa estadia aqui na terrra tentando encontrar fórmulas ou traçando caminhos para o sucesso. Eu já tive oportunidade de responder sobre isso na entrevista para o Seja Empreendedor. Eu acho que o autoconhecimento é a chave para o sucesso em qualquer área da vida. Precisamos conhecer os nossos limites para traçar estratégias para alcançar a nossa meta.

Por isso, hoje trago como sugestão de leitura um livro que trata sobre o tema.

Imagem: Le Livros

Recebi o ebook “Pare de se sabotar e dê a volta por cima” de Flip Flippen e Dr. Chris J. White, através da Newsletter de Abril da Plataforma Indika. Fiquei impressionada como ele aborda o autoconhecimento, a descrição que dá as limitações pessoais e como as histórias ao longo do livro assemelham-se à realidade moçambicana, mesmo sendo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos da América.

O autor identifica 10 principais limitações pessoais que atrapalham o sucesso:

  1. A prova de balas (excessivamente confiante)
  2. Ostra (pouca confiança)
  3. Docinho de coco (super protector)
  4. Crítico (exigente, implicante ou rude demais)
  5. Iceberg (pouco afável)
  6. Catatônico ( paixão, visão ou vigor baixos)
  7. Rolo compressor (excessivamente dominante)
  8. Tartaruga (resistente à mudanças)
  9. Vulcão (agressivo, raivoso)
  10. Rápido no gatilho (Pouco auto controle, impulsivo)

Para cada limitação pessoal, o livro apresenta exemplos da vida real, um teste rápido para o leitor ver se tem essa limitação e acções que podem ajudar a superar a limitação.

Autoconhecimento é uma exercício necessário na nossa rotina, mas nem sempre estamos preparados para conhecer o melhor ou pior de nós mesmo. As vezes precisamos nos aproximar de pessoas ou profissionais que podem ajudar-nos nesse processo de descoberta. A sua irmã, a sua amiga ou a sua psicóloga, são algumas das pessoas indicadas para falar sobre si mesma. Pode ficar surpresa (supersa boaaa) com  a descoberta.

O ebook Para de se sabotar e dê a volta por cima está  disponível na plataforma Le Livros ( http://lelivros.love/book/baixar-livro-pare-de-se-sabotar-e-de-a-volta-por-cima-flip-flippen-em-epub-mobi-e-pdf/ )

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Estante de Livros #1| The Marshmallow Test- Understanding Self-Control and how to master it

Leitura, um hábito imprescindível para empreendedoras. Seja jornal, revistas da área de actuação ou livros. O importante é manter a nossa mente aberta para novas descobertas e formas de ver o mundo.

Confesso que a minha lista de literatura obrigatória para negócios não é extensa, mas tento ultrapassar a minha meta mensal de um livro.

Há alguns dias atrás fui a Mozarte- Centro de Recursos Juvenis para um encontro com o grupo de artistas, e fiquei surpreendida com uma mini biblioteca na Sala de Informática. Comecei a apreciar a mesa, um livro de capa ver saltou-me aos olhos e logo pensei: Esse será o primeiro livro da Estante de Livros do meu blog. E aqui está uma publicação sobre o livro. Ansiosa para saber?

Imagem: Amazon.com

The Marshmallow Test- Understanding Self-Control and how to master it de Walter Mischel

A minha tradução livre para português seria: O teste de Marshmallow- Entendendo o auto-controle e como domina-lo.

O livro aborda sobre o famoso de teste de Marshmallow conduzido numa escola primária nos Estados Unidos da América nos anos 70. O teste consistia em apresentar a uma criança um Marshmallow e dar duas opções: comer um agora ou esperar para comer dois. O teste de Marshmallow provou que a capacidade de esperar pela gratificação nas crianças tinha influência na vida adulta.

Como uma ferramenta de estudo no campo da psicologia, o teste foi replicado em diversos países e grupos sociais, o que tornam o livro interessante. Particularmente, penso que compreender o nosso ser psicológico é um dos primeiros passos para lidar connosco e com os outros.

Infelizmente não vou fazer resenha do livro, mas vou partilhar três trechos que anotei para reflectir.

  1. Muitos anos passaram, mas gradualmente emergiu um modelo de como trabalham a mente e o cérebro das crianças e adultos lutando para resistir as tentações e ter sucesso. Como o auto-controle pode ser alcançado-não somente por ensinar isso ou dizer “Não” mas mudando a maneira como pensamos.
  2. Nos primeiros anos de vida, algumas pessoas são melhores do que os outros em desenvolver auto-controle, mas frequentemente todos podem encontrar formas de tornar isso simples.
  3. A tristeza e confiança nas pessoas influenciam para alguém optar por gratificação imediata.

Então, já parou para pensar se na infância teria sobrevivido ao teste de Marshmallow? O prémio poderia não ter sido um doce como Marshmallow, mas outro objecto de sonho na sua infância. Eu não sei se teria sobrevivido ao teste se o prémio fosse um sorvete.

O livro disponível na Mozarte está em inglês, se está confortável com a língua no Amazon (https://www.amazon.com/Marshmallow-Test-Understanding-Self-control-Master-ebook/dp/B00KMZO0JU) pode ser adquirido em diferentes formatos, livro capa dura ou áudio. Mas se pretende em português pode consultar a livraria mais próxima de si ou Estante Virtual https://www.estantevirtual.com.br/livrariacultura/walter-mischel-the-marshmallow-test-1030897887

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