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Nem todos vão apoiar o seu sonho, aprenda a viver com isso

Nós somos seres sociais, estamos em constante interação uns com os outros. Seja um  breve contacto ocasional ou convivência duradoura, estabelecemos conexões verdadeiras  com  familiares, amigos, colegas de trabalho e até com desconhecidos na fila do supermercado.  E enquanto ouvimos com atenção histórias conhecidas, também sentimos necessidade de partilhar nossos sonhos e planos.

Mas até que ponto um momento de descontração, pode se transformar num pesadelo  quando vemos reacções negativas quando partilhamos o nosso sonho de ser empreendedora. Não importa se estamos na fase de ideia de negócio ou com um negócio estabelecido, sentimos necessidade de partilhar nossa jornada. Este texto tem foco a ansiedade de partilhar o plano de empreender ainda na primeira fase, a ideia.

Em conversa com uma colega do Yali (Programa de formação de Jovens líderes africanos), foi comum para nós duas descrever como essa experiência de partilha da vontade de empreender, pode abalar com a nossa autoconfiança. No nosso interior, nós sabemos o que queremos, mas é a natureza humana buscar aprovação de pessoas, principalmente aquelas que são importantes na nossa vida.

No entanto, se ainda não sabe, uma das regras básicas da vida é que não é possível agradar a todos. Em algum momento vai partihar o seu sonho e se arrepender por isso. Ou estará no meio de uma conversa e receber uma crítica desagradável que vai lhe apetecer ser grosseira (nunca faça isso). A outra verdade, é que nós não temos controle da atitude alheia, podemos nos  prevenir de pessoas rudes ou reagir sem perder a classe.

As pessoas são diferentes, mesmo alguém tão próxima de si  como a sua mãe ou a sua irmã, pode ser jogar um balde de água quando falares sobre o seu sonho. Não se desespere, veja o que eu tenho a partilhar para tornar a sua experiência menos traumática.

  1. Avalie o objectivo da partilha de informação

Todos temos ideias de negócios, se vai partilhar com alguém precisa saber o que pretende. Algumas alternativas são: quer testar se a ideia é nova, procura uma co- fundadora ou investimento, quer recomendação  de fornecedores ou apoio técnico, etc.

 

  1. Identifique o momento oportuno

Existe momento certo para tudo e conhecer um momento oportuno para partilhar uma informação pode trazer bons resultados. Imagine que a sua amiga está numa fase sensível no relacionamento e ainda queres atenção para falar sobre a sua ideia de negócio. Não posso descrever o momento específico, porque depende da pessoa com quem queremos partilhar e o grau de afinidade. No meu caso, eu tinha um canto de criatividade, onde reunia com minhas irmãs para falar sobre as minhas ideias.  E de lá saiu novas versões do Olá Nana e uma lista enorme de ideias foi rejeitada.

 

  1. Escolha com quem partilha a informação

Eu já li em muitos artigos de histórias de empreendedores que devemos partilhar as nossas ideias com familiares e amigos. Particularmente, não levo esse conselho a letra. Nem sempre pessoas próximas possuem informações suficientes sobre o assunto para dar um contributo saudável para a sua ideia de negócio.

O seu objectivo de partilha da informação, vai ajudar melhor a escolher com quem compartilhar. Eu tinha pouco acesso ao público infantil, por isso as minhas irmãs pré-adolescentes eram excelentes fontes para avaliar o problema da educação no ensino primário.

 

  1. Esteja preparada para respostas negativas

A preparação para a conversa sobre a sua ideia de negócio começa por listar possíveis perguntas sobre o assunto e já ter as resposta na ponta da língua. Nem sempre as pessoas dúvidam da nossa ideia de má fé. Não tome a resposta como um ataque pessoa, a ideia pode não estar clara para a pessoa que recebe a informação. Quando se trata de negócio, o público alvo, formas de geração de rendimentos e recursos disponíveis devem ser fácil de entender. Ao longo da conversa responda as dúvidas com clareza, se receber um comentário indesejado pode optar por encerrar o assunto.

No final, estamos a falar de relações humanas e nem sempre a conversa corre como planeada. Não desista de falar sobre a sua ideia de negócio, quanto mais praticar falar da sua ideia, encontrará os pontos fracos que pode ajustar para colocar um produto ou serviço melhor no mercado.

Estante de Livros #2: Pare de se sabotar e dê a volta por cima

Será que existe a fórmula para o sucesso? Há quem acredita que sim, há outros que não. Em geral, somos todos aprendizes nessa arte de viver e vamos terminar a nossa estadia aqui na terrra tentando encontrar fórmulas ou traçando caminhos para o sucesso. Eu já tive oportunidade de responder sobre isso na entrevista para o Seja Empreendedor. Eu acho que o autoconhecimento é a chave para o sucesso em qualquer área da vida. Precisamos conhecer os nossos limites para traçar estratégias para alcançar a nossa meta.

Por isso, hoje trago como sugestão de leitura um livro que trata sobre o tema.

Imagem: Le Livros

Recebi o ebook “Pare de se sabotar e dê a volta por cima” de Flip Flippen e Dr. Chris J. White, através da Newsletter de Abril da Plataforma Indika. Fiquei impressionada como ele aborda o autoconhecimento, a descrição que dá as limitações pessoais e como as histórias ao longo do livro assemelham-se à realidade moçambicana, mesmo sendo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos da América.

O autor identifica 10 principais limitações pessoais que atrapalham o sucesso:

  1. A prova de balas (excessivamente confiante)
  2. Ostra (pouca confiança)
  3. Docinho de coco (super protector)
  4. Crítico (exigente, implicante ou rude demais)
  5. Iceberg (pouco afável)
  6. Catatônico ( paixão, visão ou vigor baixos)
  7. Rolo compressor (excessivamente dominante)
  8. Tartaruga (resistente à mudanças)
  9. Vulcão (agressivo, raivoso)
  10. Rápido no gatilho (Pouco auto controle, impulsivo)

Para cada limitação pessoal, o livro apresenta exemplos da vida real, um teste rápido para o leitor ver se tem essa limitação e acções que podem ajudar a superar a limitação.

Autoconhecimento é uma exercício necessário na nossa rotina, mas nem sempre estamos preparados para conhecer o melhor ou pior de nós mesmo. As vezes precisamos nos aproximar de pessoas ou profissionais que podem ajudar-nos nesse processo de descoberta. A sua irmã, a sua amiga ou a sua psicóloga, são algumas das pessoas indicadas para falar sobre si mesma. Pode ficar surpresa (supersa boaaa) com  a descoberta.

O ebook Para de se sabotar e dê a volta por cima está  disponível na plataforma Le Livros ( http://lelivros.love/book/baixar-livro-pare-de-se-sabotar-e-de-a-volta-por-cima-flip-flippen-em-epub-mobi-e-pdf/ )

Gostou da sugestão? Partilhe comigo a sua lista de leitura.

 

 

 

Estante de Livros #1| The Marshmallow Test- Understanding Self-Control and how to master it

Leitura, um hábito imprescindível para empreendedoras. Seja jornal, revistas da área de actuação ou livros. O importante é manter a nossa mente aberta para novas descobertas e formas de ver o mundo.

Confesso que a minha lista de literatura obrigatória para negócios não é extensa, mas tento ultrapassar a minha meta mensal de um livro.

Há alguns dias atrás fui a Mozarte- Centro de Recursos Juvenis para um encontro com o grupo de artistas, e fiquei surpreendida com uma mini biblioteca na Sala de Informática. Comecei a apreciar a mesa, um livro de capa ver saltou-me aos olhos e logo pensei: Esse será o primeiro livro da Estante de Livros do meu blog. E aqui está uma publicação sobre o livro. Ansiosa para saber?

Imagem: Amazon.com

The Marshmallow Test- Understanding Self-Control and how to master it de Walter Mischel

A minha tradução livre para português seria: O teste de Marshmallow- Entendendo o auto-controle e como domina-lo.

O livro aborda sobre o famoso de teste de Marshmallow conduzido numa escola primária nos Estados Unidos da América nos anos 70. O teste consistia em apresentar a uma criança um Marshmallow e dar duas opções: comer um agora ou esperar para comer dois. O teste de Marshmallow provou que a capacidade de esperar pela gratificação nas crianças tinha influência na vida adulta.

Como uma ferramenta de estudo no campo da psicologia, o teste foi replicado em diversos países e grupos sociais, o que tornam o livro interessante. Particularmente, penso que compreender o nosso ser psicológico é um dos primeiros passos para lidar connosco e com os outros.

Infelizmente não vou fazer resenha do livro, mas vou partilhar três trechos que anotei para reflectir.

  1. Muitos anos passaram, mas gradualmente emergiu um modelo de como trabalham a mente e o cérebro das crianças e adultos lutando para resistir as tentações e ter sucesso. Como o auto-controle pode ser alcançado-não somente por ensinar isso ou dizer “Não” mas mudando a maneira como pensamos.
  2. Nos primeiros anos de vida, algumas pessoas são melhores do que os outros em desenvolver auto-controle, mas frequentemente todos podem encontrar formas de tornar isso simples.
  3. A tristeza e confiança nas pessoas influenciam para alguém optar por gratificação imediata.

Então, já parou para pensar se na infância teria sobrevivido ao teste de Marshmallow? O prémio poderia não ter sido um doce como Marshmallow, mas outro objecto de sonho na sua infância. Eu não sei se teria sobrevivido ao teste se o prémio fosse um sorvete.

O livro disponível na Mozarte está em inglês, se está confortável com a língua no Amazon (https://www.amazon.com/Marshmallow-Test-Understanding-Self-control-Master-ebook/dp/B00KMZO0JU) pode ser adquirido em diferentes formatos, livro capa dura ou áudio. Mas se pretende em português pode consultar a livraria mais próxima de si ou Estante Virtual https://www.estantevirtual.com.br/livrariacultura/walter-mischel-the-marshmallow-test-1030897887

Gostou do livro? Partilhe comigo o livro que você está lendo.

6 maneiras de reciclar com a Daisy Social?

Recordo-me até hoje da voz serena da Cristina Rocha quando apresentava o projecto Daisy Social no Awit Mozambique 2017. Eu fico encantada com artigos feitos a mão e muito mais fascinada quando o processo de produção inclui materiais reciclado.

A Daisy Social apresenta-se como:

Um  negócio que visa emponderar as mulheres com habilidades para produzir sabonetes artesanais de baixo custo através da utilização de ingridientes e materiais recicados. Para alem de criar trabalho, ajudam no meio ambiente com a  reciclagem.

Tive oportunidade de conversar com a fundadora da Daisy Social em diferentes ocasiões, o ponto de encontro mais frequente era na Mozarte, onde foi possível presenciar as formações e sentir de perto o aroma dos sabonetes. A Cristina Rocha partihou  comigo que o óleo de cozinha era um dos ingridientes de fábrico dos sabonetes e logo encontrei uma forma de contribuir para a iniciativa. Desde então tenho aguardado com entusiasmo que o pote de óleo usado fique completo para entregar a Daisy Social.

Você já sabia que o sabonete era produzido com óleo? Se não, agora já sabe e se quer contribuir para o empoderamento das mulheres moçambicanas, faça doação de ingrientes e materiais para a Daisy Social.

Procurei mais informações de como reciclar com a Daisy Social e tenho uma listinha. Vamos anotar?

  1. Óleo de cozinha usado (excepto óleo usado para fritar peixe)
  2. Pó de café usado seco
  3. Pacotes de leite e de sumo
  4. Caixinhas de plásticos
  5. Rolos de cartão do papel higienico
  6. Caixas de cartao duro

Os artigos da lista são utilizados na produção inicial dos sabonetes, como também na produção de moldes. Se visitar o website e redes sociais da Daisy Social tem diferentes desenhos de sabonetes artesanais.

Para mais informações sobre a Daisy Social:

Web: https://daisyhandmadesoap.wordpress.com/

E-mail: daisyhandmadesoap@gmail.com

Facebook: https://www.facebook.com/DaisyHandmadeSoap/

Por que eu escrevo_ (2)

5 motivos para começar o seu negócio

Desde que começou a crise em Moçambique, parece que só se fala em empreendedorismo, não é verdade? Sim, é o que parece, todos agora querem ser empreendedores. No entanto, o movimento empreendedor começou muito antes da crise, a única diferença é que agora há mais espaço nos media sobre o assunto.

Particularmente, tenho uma lista enorme motivos pelos quais optei por começar um negócio. Como escrevi no meu ebook A primeira Startup Sem medo de Empreender

Não existe motivo certo, existe o seu motivo.

O objectivo do texto é compilar as motivações mais frequentes que tenho observado.

  1. ____________

O primeiro motivo está em branco porque ainda não tenho super poderes para ler a sua mente. Escutar a opinião dos outros é bom, mas não faça isso sem ter uma opinião própria. Eu respeito isso, por isso em primeiro, está o seu motivo.

 

 

  1. Planear quanto dinheiro vai ganhar

Ganhar muito dinheiro é uma das maiores promessas dos GURU de empreendedorismo. Uma promessa atraente, não é? A boa notícia é que é verdade.

Enquanto no emprego formal o rendimento mensal é fixo ou pouco varíavel, os empreendedores podem planificar o rendimento mesal e lucros do negócio.

  1. Aprender novas habilidades

O seu CV pode ser extenso, com cursos, diplomas, experiências e prémios, mas no final o empregador já tem uma lista de tarefas para si. E acredita, é desmotivador ter um emprego que não exige as habilidades ou competências que adquirimos ao longo dos anos de estudo.

Ter o seu próprio negócio é o espaço ideal para dar o melhor de si como profissional, pode testar suas habilidades, questionar suas competências sem risco de perder o emprego. Quem ganha é o cliente, que pode ter cada vez melhores experiências com seus produtos e serviços.

 

  1. Ajudar pessoas

Quantas vezes já vimos alguém necessitado e pensamos ‘ Se eu tivesse dinheiro, ajudava’. E essa vontade de ajudar fica por aí, no infinito “se”. Que tal começar um negócio para ajudar as pessoas e acabar com a pobreza no país, e até mesmo no mundo?

Chega uma altura que temos que parar de pedir o dinheiro dos outros (pais, familiares, marido, filhos, Governo, doadores e mais) para o bem estar dos necessitados. Começar um negócio, permite ajudar pessoas de diferentes formas: criação de emprego, acção de responsabilidade social ou doação.

  1. Oportunidade de Validar a sua ideia

Os empreendedores guardam as suas ideias a sete chaves e um dos seus maiores medos é de sofrer rejeição dos clientes.  Muitos não colocam a ideia em prática porque não  sabem se vai dar certo ou não.

Por isso só quem começa um negócio tem oportunidade de testar com clientes se a sua ideia é a solução que eles estavam a procura. Se não for, pode pensar em novas soluções.

Existe mais de 99 motivos para começar um negócio hoje, próximo mês ou daqui a dois anos. Encontre o seu motivo e não desculpas para adiar a sua realização profissional.