Evento: I Edição Percursos que inspiram com Dra. Safura da Conceição

Maputo conta com mais uma iniciativa de promoção do Empreendedorismo, trata-se de Percursos que inspiram, um projecto da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) com objectivo de inspirar, motivar e orientar jovens empreendedores.

A I Edição do evento teve como convidada para a palestra a Dra. Safura da Conceição, PCA da Movitel. Eu fiquei entusiasmada com cada palavra que ela partilhou com os 70 participantes. Como mulher, senti-me contagiada a continuar os desafios da carreira profissional.

 

Um pouco diferente dos eventos que tenho acompanhado, o Percursos que inspiram tem um formato muito dinâmico, a primeira parte consiste no Pitch de 4 empreendedores, a segunda teve a palestra com a convidada e na última parte o debate. A sessão de Pitch teve como participantes: Ruy dos Santos da Makobo, Florbela Mandlate da Finana, Donald Dimas da Mbalele Mbalele e Júbia Uchavo da Xabindza Biotecnologia. Já conhecia algumas dessas iniciativas de empreendedores moçambicanos?  Só sei que serão os grandes nomes do empreendedorismo social em Moçambique.

7 Lições do Percursos que inspiram coma Dra. Safura da Conceição:

  1. Temos que aceitar o que não conseguimos fazer e olhar para novas oportunidades;
  2. É difícil mudar o primeiro emprego, mas depois tudo corre bem;
  3. Bons hábitos para um percurso de sucesso: saber delegar tarefas, associado a qualidade de gestão da equipa;
  4. O sacrifício de convívios familiares faz parte do percurso profissional;
  5. Devemos sempre ser persistentes, aprender com os nossos erros e procurar ultrapassa-los sem preconceitos ;
  6. Temos que procurar criar sinergias para melhor exposição no mercado rumo ao alcance de objetivos individuais e colectivos;
  7. É importante sermos mais proactivos na identificação de problemas ou oportunidades, como também nas respostas para as mesmas;

Este resumo do evento contou com a especial participação das empreendedoras Júbia Uchavo e Zelma Macários, porque não acompanhei o evento até ao final. A boa notícia é que a ANJE tem agendada mais duas edições do Percursos que inspiram ainda este ano.

Empreendedoras, qualquer que seja a desculpa para adiar o sonho, já está a ficar ultrapassada. Estamos a conhecer mulheres de diferentes gerações trabalhando com garra e determinação. A nossa vez é agora. Vamos empreender?

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É possível ser bonita e mudar o mundo

A beleza está nos olhos de quê a vê como diz o ditado popular. Mas é fácil encontrar consenso da beleza feminina quando há interesse em explorar o seu corpo como isco para alavancar vendas. Desde o carro esportivo ao cenário de vídeo clip à beira da piscina, a mulher é protagonista do momento, quanto menos traje melhor. Este é o lugar da mulher atribuído a mulher, que a algumas de nós levanta a bandeira como uma conquista da luta pela igualdade de gênero. Não existe liberdade, sem opções. Quando a sociedade impõe silenciosamente mulheres a seguir determinadas profissões, sem apresentar outras oportunidades, não somos livres.

No dia 18 de Abril de 2017 publiquei uma reflexão no Facebook que se enquandra no objectivo de questionarmos o poder da nossa beleza e como queremos utiliza-la sociedade. Aqui segue a publicação:

Estou a pensar no seguinte. Acabo de ver a notícia sobre as gêmeas Lara e Mara Bawar, lindas meninas com albinismo que conquistaram a internet e são modelos de marcas famosas. Recordei-me de a alguns tempos ter saída uma notícia similiar com uma jovem de tom escuro, também caíu nas graças de marcas famosas como modelo. Parece que existe uma mensagem escondida “Olha, não descriminamos. Ela agora é modelo e posa para marcas famosas.” Nada contra as modelos, apenas porque prefereria ser a dona da marca. Por isso gostaria de ver mais referência de empreendedores, cientistas e mais posições de topo com mulheres chamadas “exóticas”.

A luta pelos direitos da mulher é antiga, custou a vida de milhares de mulheres e até hoje mulheres de várias partes do mundo enfrentam restrições para traçar o seu próprio caminho. Por isso precisamos assumir um compromisso de analisar o trabalho das mulheres de outras gerações e estabelecer o nosso espaço na nossa comunidade, cidade, país e até mesmo no mundo.

Não podemos cair nas armadilhas de que a beleza feminina tem destino predefinido. Já deve ter ouvidos frases como:

– Que menina linda, será uma grande modelo.

– Que linda, será uma excelente bailarina.

Não podemos separar a beleza de nós, mas que isso não impeça a mulher de buscar outros caminhos profissionais. É nossa beleza, é nosso corpo e tem que ser a nossa escolha se queremos ser modelo, médica, engenheira, polícia, cantora ou qualquer outra profissão. A sociedade quer ver mulher bonita na passarela, as mulheres bonitas gritam “lugar de mulher bonita é onde ela quiser ”.

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É possível ser mãe e mudar o mundo

  1. Há mulheres que não são mães, mas não há mãe que não seja uma mulher.

Esse foi o primeiro pensamento que veio a minha mente quando comecei a escrever este texto, porque a maternidade traz consigo uma experiência que é pouco provável encontrar fora da natureza feminina.

Quando comecei a jornada de tentante até futura mamãe, havia um outro mundo que eu havia criado na minha cabeça, em que pegava a minha filha nos braços na maternidade e passaria dois anos cuidando dela, sem nenhum compromisso profissional. Como fazia parte da comunidade Baby Center Brasil dos bebés de Fevereiro, houve um tópico intitulado ” como deixar o emprego após a chegada do bebé” e fiquei impressionada com o número de mães que estavam com o mesmo sonho e outras que já tinham feito poupança para ficar em casa após a chegada do bebé.

O mês de Fevereiro chegou e como eu não fazia parte do grupo de mães que fizeram poupança, obviamente continuei com o trabalho. E foi aquela dura e frágil batalha de conciliar o emprego e a magia de ser mãe de primeira viagem. Aquela altura em que descobrimos a omissão dos desafios de ter uma criatura indefesa sobre nossa responsabilidade e no mesmo espaço temos uma carreira profissional por construir ou redefinir.

Sendo uma nova experiência de vida, a maternidade transforma-nos. Há mulheres que se tornam emocionalmente mais fortes, como se fossem capazes de caminhar sobre brasas, correr milhares de Kms ou superar os seus medos mais profundos. Mas à aquelas que encaram a maternidade como o seu escudo protector, para interromper qualquer plano que tivesse feito antes da chegada do bebé.

Uma jovem apaixonada por fazer licenciatura em Recursos Humanos, tranca a matrícula quando o bebé nasce e nunca mais termina o curso. Essa história é familiar para si? Se não , de certeza conhece muitas mulheres que desistiram dos seus planos de estudar, abrir um negócio, mudar de cidade, cuidar do corpo, com a desculpa de que não tinha tempo para se organizar por causa dos filhos.

Felizmente, tenho o previlégio de estar rodeada por mulheres que se tornaram verdadeiras  guerreiras após a maternidade. Uma finalizou o curso dos sonhos, outras com o desenvolvimento profissional impressionante e até àquelas que estavam em busca de um novo rumo profissional, o empreendedorismo.

Nesta semana conversei com mais de três mulheres sobre os desafios de ser mãe empreendedora, o objectivo partilhar as principais vantagens de ser mãe empreendedora. Vou resumir as respostas em três pontos:

  1. Passar tempo de qualidade com os filhos para brincar, levar a escola e confecionar as refeições pessoalmente;
  2. Transmitir os valores da família com rigor;
  3. Gerar maior rendimento para suprir as necessidades básicas e planear o futuro dos filhos com plano de saúde familiar e poupança.

Mulheres que seguem os seus sonhos, que buscam a sua realização pessoal ou profissional incansavelmente, transmitem ao mundo a sua força e transformam vidas.

Qualquer que seja o seu sonho, plano, partilhe e encontre alternativas de dar vida à eles. Acredite, se for o seu propósito, fará bem para si e para a sua família. É possível ser mãe e mudar o seu mundo.

Por que eu escrevo_ (1)

Porque escrevo? Apresentação do blog Empreendedora Solo

A minha relação com a escrita é antiga, uma história de cumplicidade e conflitos com mais de duas décadas. Desde textos literários a documentos técnicos, tem sido um enorme desafio contar histórias e partilhar conhecimento para públicos diferentes.

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O projecto Empreendedora Solo é um recurso digital que oferece as futuras  empreendedoras (em especial, mas não exclusivamente) informações e serviços que facilitem a sua imersão nesse estilo de vida empreendedor. Estilo de vida? Sim, é assim que eu vejo “ser empreendedora”, uma  mulher que para além de correr riscos ao iniciar um negócio próprio, questiona a sua atitude consigo mesma, com quem se relaciona e o seu papel na comunidade. Ingenuidade a parte, começamos um negócio para ganhar dinheiro, mas os nossos valores e personalidade precisam ser coerentes e consistentes, faceis de identificar nas escolhas diarias que fazemos, a roupa, a alimentação, o lazer, que combinados se transforma num estilo de vida.

Sempre que visitar o blog, pode esperar encontrar textos da minha autoria, resultantes de pesquisa, experiência profissional ou investimento de recursos em cursos ou eventos. Empreendedorismo  e Tecnologia são as principais temáticas dos textos, mas também espero cobrir também  desenvolvimento pessoal e ambiente.

Como autora, já imaginei o meu público-alvo, jovens mulheres dos 18-35 anos, sem nenhuma ou pouca experiência de criação de negócios, curiosa em buscar experiência sobre o assunto antes de decidir começar um negócio e alguns pequenos detalhes, mas no final o blog pode ser visitado por familiares, colegas de escola, leitores acima dos 40 anos e até o CEO de uma multinacional. E aí começou uma série de perguntas: Escrevo Olá visitante, Querido Leitor ou Carissimos? Posso ser sarcástica ou não? Será que escrevo em inglês? Será que vou ter alguma influência positiva? Será que vou arranjar inimigos? Será? Será? E as questões foram infinitas e sempre serão.

Por fim, entrei em acordo com minhas borboletas interiores, antes de publicar um texto vamos reflectir cinco pontos:

  1. Estou sendo clara o suficiente?
  2. Quebrei alguma regra pessoal de vulnerabilidade?
  3. O texto incentiva as mulheres a reflexão ou parece que o assunto está encerrado?
  4. Como está a dose de criatividade?
  5. Eu enviaria o texto para a minha filha daqui a 15 anos?

E basta três “sim” que o texto fica visível para o público e a vida segue.

Lembra que mencionei as fontes (pesquisa, experiência e formação) dos textos, não é? Acompanhe o blog como fonte adicional de consulta sobre o assunto e não é válido como referência de trabalhos académicos. No final de cada postagem está aberto a sessão de comentários para partilhar a sua opinião, fazer sugestões e interagir com o propósito de melhorar a sua experiência sempre que retornar.

Apresentação concluída. Vamos empreender?