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É possível ser bonita e mudar o mundo

A beleza está nos olhos de quê a vê como diz o ditado popular. Mas é fácil encontrar consenso da beleza feminina quando há interesse em explorar o seu corpo como isco para alavancar vendas. Desde o carro esportivo ao cenário de vídeo clip à beira da piscina, a mulher é protagonista do momento, quanto menos traje melhor. Este é o lugar da mulher atribuído a mulher, que a algumas de nós levanta a bandeira como uma conquista da luta pela igualdade de gênero. Não existe liberdade, sem opções. Quando a sociedade impõe silenciosamente mulheres a seguir determinadas profissões, sem apresentar outras oportunidades, não somos livres.

No dia 18 de Abril de 2017 publiquei uma reflexão no Facebook que se enquandra no objectivo de questionarmos o poder da nossa beleza e como queremos utiliza-la sociedade. Aqui segue a publicação:

Estou a pensar no seguinte. Acabo de ver a notícia sobre as gêmeas Lara e Mara Bawar, lindas meninas com albinismo que conquistaram a internet e são modelos de marcas famosas. Recordei-me de a alguns tempos ter saída uma notícia similiar com uma jovem de tom escuro, também caíu nas graças de marcas famosas como modelo. Parece que existe uma mensagem escondida “Olha, não descriminamos. Ela agora é modelo e posa para marcas famosas.” Nada contra as modelos, apenas porque prefereria ser a dona da marca. Por isso gostaria de ver mais referência de empreendedores, cientistas e mais posições de topo com mulheres chamadas “exóticas”.

A luta pelos direitos da mulher é antiga, custou a vida de milhares de mulheres e até hoje mulheres de várias partes do mundo enfrentam restrições para traçar o seu próprio caminho. Por isso precisamos assumir um compromisso de analisar o trabalho das mulheres de outras gerações e estabelecer o nosso espaço na nossa comunidade, cidade, país e até mesmo no mundo.

Não podemos cair nas armadilhas de que a beleza feminina tem destino predefinido. Já deve ter ouvidos frases como:

– Que menina linda, será uma grande modelo.

– Que linda, será uma excelente bailarina.

Não podemos separar a beleza de nós, mas que isso não impeça a mulher de buscar outros caminhos profissionais. É nossa beleza, é nosso corpo e tem que ser a nossa escolha se queremos ser modelo, médica, engenheira, polícia, cantora ou qualquer outra profissão. A sociedade quer ver mulher bonita na passarela, as mulheres bonitas gritam “lugar de mulher bonita é onde ela quiser ”.

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