1º Quinzena de Outubro| Links interessantes

Olha só quem está a cumprir uma promessa (rss). Este é o primeiro post da nova categoria do blog dedicada a partilha de links interessantes. Desde vídeos do youtube a textos da blogosfera nacional e internacional. Como já diz o velho ditado, gostos não se discutem. É só conferir as sugestões que se seguem e curtir.

  1. Filme: Burlesque

Burlesque (2010) é drama estrelado por Cher e Christina Aguilera que conta a história de uma jovem provinciana com uma voz poderosa que muda-se para a grande cidade Los Angeles em busca do seu sonho.

A minha cena preferida foi quando Ali pede a Tess uma oportunidade para fazer parte do grupo de dançarinas do Clube e diz algo parecido com o seguinte: “Diz-me o que queres que eu faça e eu mostro o que sou capaz.”

A resposta de Tess foi surpreendente e acho que todas devemos memorizar: “ Não precisas de pedir a mim ou a ninguém. Mostra que o teu lugar é aqui e que ninguém o pode tirar de ti.”

Esta é a mais pura verdade, nós não precisamos de permissão para mostrar o quão somos boas no que fazemos. Tenha confiança no valor do seu negócio para o mercado e mostre que você nasceu para empreender.

2. Blogosfera: My tips for 11 year old boys and girls! Em Good Living Theory

Como sabem, eu amo partilha de experiências  empreendedoras. Por isso sou frequentadora da Incubadora do Standard Bank em Maputo, seja para participar num evento ou utilizar o espaço para network. Numa manhã de Setembro, conheci a Ânia e por coincidência ela também tem um blog. Fiquei super feliz de conhecer uma blogueira moçambicana, trocamos os nossos blogs e eu comecei a acompanhar a Teoria da Boa Vida.

Eu amei ler “My tips for 11 years old boys and girls!” (Minhas dicas para rapazes e meninas de 12 anos). Acho que a Ânia foi bem assertiva nas dicas, que na verdade valem para qualquer idade, não somente para adolescentes. Cuidar da pele, valorizar os pais, não deixar comida no prato e todos outros ensinamentos que ela apresenta devem ser colocados em prática desde cedo. Quem sabe essa é a teoria da boa vida.

  1. Youtube: Mulher e a sua independência Parte 2 canal Eh Bonito

Youtube é um espaço de aprendizado, diversão e motivação sem igual. Eh bonito é um canal da empreendedora moçambicana Daisy Gonçalves que eu com certeza recomendo. Tanto no blog, como no canal podemos encontrar dicas de beleza, moda e estilo de vida. O meu vídeo preferido até agora é “ Mulher e a sua independência parte 2” que exibe uma conversa com 4 mulheres empreendedoras (e não só), são histórias inspiradoras que levam a reflectir de sobre como podemos realizar os nossos sonhos, mesmo com os imensos desafios que temos na vida.

Como a Dita bem disse: Temos que arriscar. Se correr bem melhor, se correr mal foi uma experiência.

 

  1. Blogosfera: Seja o arquitecto da sua Vida escrito por Marta Mulungo

Em Agosto tive oportunidade de conhecer pessoalmente uma mulher que já admirava a vários anos, a Psicóloga e Coach Marta Mulungo. A sua empresa MM Coaching ajuda pessoas a alcançar os resultados através de sessões de coaching, workshops e formações. Na minha jornada de autoconhecimento, tenho lido muito sobre desenvolvimento pessoal e o texto da Marta “Seja o arquitecto da sa Vida” dá uma visão clara das mudanças que podemos fazer para ter controle sobre a nossa vida.

 

  1. Internacional: The Middle Finger Project

A vida de escritora não é um mar de rosas, as vezes dá um bloqueio criativo enorme, que nem sei como continuar um texto. Numa pesquisa recente conheci o The Middle Finger Project, um blog da irreverente CEO e escritora americana Ash Ambirge. O blog é completo para quem quer começar um negócio, tem textos sobre marketing, finanças e negócios. Eu até fiz subscrição para receber 25 dicas de negócios que foram super úteis.

A minha de links fica por aqui. Não esquece de enviar links interessantes para o e-mail ola@empreendedorasolo.com . Vamos empreender?

Bem-vindo Outubro, 30 textos publicados (Alguém merece um cupcake)

Estamos na primeira semana de Outubro e celebramos a entrada do quarto mês do Blog Empreendedora Solo. Alguém merece um Cupcake.

 

Para alguns, apenas outro blog para mulheres. Para mim, é o Blog de Empreendedorismo feminino em Moçambique, que vai se transformar na plataforma de referência internacional para mulheres empreendedoras. Sim, este é apenas o começo.

Depois de comemorar este grande dia com um Cupcake, estava a pensar nos primeiros três meses do projecto. Uau, senti um enorme orgulho de mim mesma! Foram 30 textos escritos, participei em eventos e conheci novas empreendedoras que aumentaram minha confiança nesta jornada. Se você está no início, deve ter percebido com o empreendedorismo é solitário, você olha para o lado para desabafar e só encontra pessoas que dizem “Para de reclamar, arruma um emprego?”. Mas felizmente, conseguimos encontrar uma força maior que nos move para continuar a luta.

Então, que balanço você faz destes três meses? Vai continuar por aqui? Eu tentei passar para o lugar de leitura por alguns instantes e acho que vale a pena continuar a acompanhar o Blog. Mas uma mexida aqui, outra aí, não faz mal a ninguém. O objectivo é tornar o nosso espaço virtual mais inspirador e dinâmico.

Por isso para o mês de Outubro temos as seguintes novidades:

  1. Nós damos “Adeus” para a categoria review de eventos. Ao longo dos três meses tiramos lições importantes de diferentes eventos, que com certeza irão moldar as futuras empreendedoras. Não se preocupe que a fonte de inspiração não está esgotada, vem aí a categoria “Empreendedora Amiga” um conjunto de entrevistas com mulheres empreendedoras, num estilo bem ousado.
  2. Livros são importantes para o desenvolvimento pessoal e profissional. A maioria dos livros partilhados na Estante Virtual do Blog eram obras de auto ajuda, porque como digo sempre “o autoconhecimento é a chave para o sucesso”. Mas confesso, fiquei aborrecida e frustrada nesta tentativa de escolher bons livros para ler e partilhar. Então a alternativa que encontrei para trocar a Estante Virtual foi a nova categoria que estreia em Outubro onde vou partilhar os conteúdos que mais gostei na internet.

Eu estou feliz e grata por ter escrito trinta textos e principalmente por feedback que tenho recebido dos leitores. Vamos empreender?

Mulheres com multi potencialidades. Heroínas ou vilãs?

Hoje eu tenho um pequeno exercício para si, tente responder em menos de cinco minutos. Escreva numa folha em uma palavra: como gostaria de ser recordada daqui a 100 anos.  Fácil, não é?

Eu tive essa questão na primeira semana de formação no YALI África do Sul e até hoje recordo-me da gargalhada que soltamos quando chegou a minha vez de partilhar a resposta com o colega ao lado. A minha resposta foi ….. LOUCA.

Eu passei grande parte da minha vida ouvindo que sou louca, principal no meio de conversas sobre empreendedorismo. Quando essa palavra vem em tom de riso e de pessoas que são importantes na nossa vida, não há porquê levar a mal. Por isso dediquei tempo explorando a minha loucura e dei de caras com uma palavra interessante: Multipotencialidade.

Uma pessoa com multipotencialidade explora múltiplas áreas de conhecimento que culmina no desenvolvimento de diferentes profissões, hobbies ou projectos. Em muitos casos as actividades executadas por pessoas multi potenciais são de áreas completamente diferentes e elas estão envolvidas em novos projectos constantemente.

Embora o termo seja pouco utilizado em Moçambique, facilmente encontramos profissionais multi potenciais involuntários no país. Isto é, talvez já tenha visto uma jovem que aprende um ofício (cuidar de unhas) para próprio sustento devido a falta de emprego, depois consegue emprego numa área diferente e posteriormente inicia um curso universitário noutra área. No final do dia, temos uma profissional com diferentes habilidades e com capacidade de executar cada tarefa com excelência. Eu não me considero multi potencial involuntária, pois tenho adquirido novas habilidades por interesse e esse processo acontece desde a infância. Sempre acreditei na busca do conhecimento como um caminho para sucesso na vida pessoal ou profissional.

Pelo que percebi de leituras sobre o tema, as pessoas com multi potencialidade sentem dificuldade de ajustar-se no mercado como empregados por conta de outrem, pois um CV com múltiplas experiências são considerados confusos pelos empregadores. Enquanto que empreendedores multi potenciais possuem a inovação, criatividade e flexibilidade necessárias para o crescimento dos negócios. Pela minha experiência, quando a pessoa não reconhece ou tem dificuldade de gerir a multi potencialidade é a linha que divide o ponto positivo de novas descobertas e a dita “loucura”.

E então, vamos parar de olhar o mundo como um laboratório em busca de novas experiências e ter foco numa única profissão ou negócio? A minha resposta é não. Não abdique do prazer de explorar novos caminhos profissionais, aprenda a gerir o tempo e defina estratégias para aplicar a multi potencialidade a seu favor (ganhar muito dinheiro). E como sempre, se não conseguir encontrar as respostas sozinha, procure apoio profissional. Vamos empreender?

 

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Você pode resistir, mas um dia precisará de conselhos

Posso contar uma história? Eu conheci uma mulher que dizia ser perita em homens, sentia o cheiro de homem malandro a distância e jurava de pés juntos que nunca cairia nas garras de um sedutor. Imagine só, tempos depois a perita do amor estava num longo relacionamento abusivo com o homem dos seus sonhos e tinha vergonha de conversar com as amigas sobre o assunto, até que um dia cometeu suicídio. Esta é uma história de amor fictícia (Se alguma de vocês estiver num relacionamento abusivo procurem ajuda urgente), o tópico que quero tratar hoje é sobre a dificuldade que algumas empreendedoras enfrentam para pedir conselho profissional.

Na nossa jornada empreendedora a maior vilã dos nossos sonhos somos nós mesmas. Quando temos algum recurso financeiro ou conhecimento adquirido na Universidade, julgamos que temos o suficiente para começar um negócio. Tal como a perita do amor que mencionei no início do texto, muitas empreendedoras já se consideram peritas em negócios porque os seus rendimentos não param de crescer. Eu nem vou aprofundar a questão do rendimento e lucro, pois não sou especialista no assunto.

O que interessa aqui é reflectir até que ponto temos conhecimento ou habilidades suficientes para tomar decisões sobre o nosso negócio sem ajuda. Posso dar como exemplo algumas questões:

– Que tipo de negócio vou fazer?

– Qual é o nicho perfeito para o meu negócio?

– Como aplicar o rendimento do negócio?

– Quando é a altura de aumentar a equipa?

– Tenho medo de fracassar. O que faço?

No caso específico de uma empreendedora solo é poupo provável encontrar por si mesma as respostas para estas ou outras dúvidas que possam surgir tanto como no início, como no decorrer da jornada empreendedora. O mundo de negócios não é para solitários, temos ao nosso dispor redes de suporte para empreendedores, alguns de forma gratuita e outros que requerem investimento financeiro.

Quando planeava escrever este texto, já tinha em mente o nome da Kathy Jamisse de Araújo (Coach e Psicóloga) como uma fonte para esclarecer as minhas dúvidas sobre como escolher um profissional para receber aconselhamento profissional. Conheci a Kathy num evento de networking para mulheres empreendedoras (Women Entrepreneurs Hustles in Mozambique Breakfast , procure o grupo no facebook) e logo interessei-me em trocar pontos de vistas sobre o papel dos psicólogos no desenvolvimento pessoal de empreendedoras.

Como empreendedora, enfrentamos alguns momentos de dúvidas, sem saber o rumo a seguir e com a solução para os nossos problemas longe do nosso alcance. Nesse momento, o melhor é consultar um psicólogo, um pastor, um coach, um mentor, um curandeiro, um amigo ou um consultor de negócios?

De um modo geral, a escolha da rede de suporte depende da crença da empreendedora e do tipo de bloqueio que impende ultrapassar a situação. E como o empreendedorismo não tem respostas prontas, cada uma deve ser capaz de avaliar quando precisa de ajuda externa e escolher a fonte adequada para ultrapassar a situação ou alcançar o objectivo que pretende. Seja por instinto ou experiência pessoal, sempre teremos a resposta do que fazer quando precisamos de aconselhamento profissional. Talvez não vamos acertar na primeira escolha, e daí passamos para as outras opções até criarmos a nossa própria rede de suporte.

Durante a conversa eu tive a oportunidade de esclarecer uma dúvida que tenho a muito tempo. Afinal, qual é a diferença entre um mentor e um coach? Se você também tinha a mesma dúvida, aqui vai a resposta:

Um mentor é uma pessoa com experiência numa área de actuação e que passa a sua experiência para o empreendedor. Ele partilha os seus desafios e como foi a sua experiência pessoal de superação. Enquanto o Coach é um profissional certificado internacionalmente para dotar os seus clientes de ferramentas para atingir os objectivos estabelecidos. O coach não precisa ser da mesma área de actuação do cliente, pois actua no espaço presente para o futuro, sem necessariamente requerer ao passado.

Então, é verdade que precisamos correr riscos, cometer erros, mas empreendedoras à sério avaliam com cautela os riscos e tentam cometer menos erros possíveis. E isso só é possível se deixar cair a máscara de perita e ter humildade de pedir conselhos quando for necessário.

Quando foi a última vez que consultaste a tua rede de suporte? Partilhe nos comentários.

Estante de Livros #3: Oficina do Empreendedor de Fernando Dolabela

Será que todos podemos ser empreendedores? Esta é uma questão que ainda precisa ser muito discutida em Moçambique. Muitos são os casos de mulheres que não partilham o seu sonho de empreender, porque acreditam que não nasceram para isso. A capacidade de transformar um sonho em um negócio não é exclusiva para algumas pessoas, todos podemos aprender a ter uma vida profissional empreendedora. A verdade é que todos nós podemos ser empreendedores.

O livro que escolhi apresentar hoje foi “Oficina do Empreendedor”, do autor brasileiro Fernando Dolabela, que apresenta de forma detalhada uma metodologia de ensino do empreendedorismo para o ensino secundário e superior. Segundo o autor a metodologia não é uma receita pronta, a mesma pode ser adaptada de acordo com o local onde será aplicado, assim como tendo em conta o perfil dos beneficiários.

Imagem: Amazon.com.br

Lições que tirei do livro Oficina do Empreendedor:

  1. O empreendedor acrescenta valor na sociedade. Empreendedor não se dedica ao enriquecimento individual, mas sim na consciência social. Questiona qual é a causa que apoia.
  2. No caso de Brasil (o mesmo ocorre em Moçambique) as pequenas empresas empregam mais do que as grandes empresas.
  3. Existem empreendedores involuntários, aqueles que criam o próprio emprego para sobreviver. O autor deu exemplos de trabalhadores que perderam seus empregos e daí começaram um negócio.
  4. O empreendedor e o empregado moderno não ficam a espera que alguém crie condições para ele fazer o seu trabalho.
  5. O empreendedor é o motor do desenvolvimento económico, ele aproveita as oportunidades com recurso a inovação.
  6. O termo empreendedor evoluiu ao longo dos anos, desde aquele que transforma conhecimento em produtos e serviços ou geração do próprio conhecimento, como aquele que inova nos diferentes campos do negócios tal como produção, marketing ou gestão.
  7. Não se pode dissociar o empreendedor da empresa que ele criou. A empresa tem a cara do dono.
  8. O empreendedor pode não ter recursos para abrir a empresa, mas deve ter capacidade de atrair recursos, convencendo as pessoas da sua visão.
  9. Não podemos considerar empreendedor, alguém que compra uma empresa e não introduz inovação no negócio.
  10. A metodologia Oficina do Empreendedor tem como fundamento a teoria empreendedora dos sonhos que define o empreendedor como aquele que sonha e busca tornar o sonho uma realidade.
  11. Na tentativa realizar o sonho, o empreendedor ajusta o sonho e a si mesmo, como resultado do autoconhecimento e dos recursos disponíveis para realizar o sonho.
  12. O fracasso só acontece quando o empreendedor morre, porque no processo de realização do sonho, o sonho e o empreendedor se transformam. O processo de buscar a realização do sonho já é um sucesso do que o resultado em si.
  13. Existe países ou locais com um ambiente melhor do que o outro para o surgimento de empreendedor. Também é possível criar uma cultura empreendedora numa sociedade pouco empreendedora.
  14. As perguntas chave da Oficina do Empreendedor são: qual é o meu sonho e o que vou fazer para transforma-lo em realidade. Para responder a essas questões o empreendedor desenvolve as seguintes habilidade: Conceito de si, conhecimento do sector, rede de relações e liderança.
  15. Os actores chave da Oficina do Empreendedor são: O empreendedor, O organizador da Oficina do Empreendedor (Professores podem se tornar OOE), sistemas de suporte (Mentores, Palestrantes), Instituições de ensino, Instituições do Governo e media.

No final do livro fiquei com um sentimento de tristeza. Era isso que eu que queria ter aprendido no escola secundária ou na Universidade. Mas tal como o Brasil apresentado por Dolabela, Moçambique também é um país com um fraco ambiente de incentivo para surgimento de empreendedores.

 O empreendedorismo não é uma ciência de transmissão de conhecimento, mas é possível criar-se condições para os empreendedores aprenderem de forma autónoma a transformar seus sonhos em visão, a utilizar os recursos disponíveis para transformar os sonhos em negócios sustentáveis.

Um agradecimento especial à Tatiana Pereira, Co-fundadora da Idealab por permitir-me desfrutar da leitura do  livro Oficina do Empreendedor. Numa rápida pesquisa na internet, encontrei a obra disponível no Amazon, para adquirir visite https://www.amazon.com.br/Oficina-empreendedor-metodologia-transformar-conhecimento-ebook/dp/B00A3D9V18 .

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