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Seja a fonte de inspiração para as mulheres

Já passam mais de um mês desde que participei no Pequeno-almoço de Mulheres Empreendedoras (Female Entrepreneurs Hustle in Mozambique Breakfast). Nós partilhamos contactos, escutamos duas histórias de mulheres de gerações diferentes e percebi que a fonte de inspiração para o negócio está mais perto do que imaginamos.

Quem são as primeiras mulheres que conhecemos na vida? Para a maioria a resposta seria Mão, mas também há aquelas que tem o primeiro contacto com a avó, a tia ou irmã. As mulheres que fazem parte de nossas vidas são forte influência de quem somos. Infelizmente, estamos recorrendo menos à elas quando precisamos de inspiração para iniciar um novo negócio.

É frequente encontrar histórias de mulheres que começaram negócios inspirados em mulheres de sua família. A Elizabete, fundadora da Dílicia Krioula brindou os moçambicanos com ricos doces e pratos da cultura São tomense com as receitas que aprendeu com a avô. A Ximeliana, proprietária da Mel Buquês é um outro exemplo do amor pelas flores transmitido de mãe para filhas, que hoje transporta a beleza da natureza para casas e eventos. A inspiração das mulheres não se limita apenas à escolha do tipo de negócio, podemos seguir a forma que as mulheres se relacionam na família, no trabalho, em público e principalmente como ultrapassam pequenos e grandes desafios.

Não é possível ter apenas uma fonte de inspiração na vida. Já diz o provérbio Africano:

É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.

Todas nós podemos ser fonte de inspiração uma das outras, cada uma a sua maneira. Por isso temos que falar e partilhar informações positivas sobre mulheres. As minhas dicas são:
– Elogie as mulheres da sua vida com frequência,
– Siga mulheres nas redes sociais
– Conheça novas mulheres
– Participe activamente nos grupos de mulheres
– Nunca partilhe mensagens ofensivas sobre mulheres

Poderia fazer uma lista interminável de como podemos fortalecer outras mulheres, mas o mais importante é sermos o motivo de inspiração para mulheres conquistarem um espaço digno na sociedade. Isso depende de nós e ninguém pode fazer melhor do que nós mesmas.
Partilhe o que tens feito para inspirar as mulheres.

Por que eu escrevo_ (1)

Porque escrevo? Apresentação do blog Empreendedora Solo

A minha relação com a escrita é antiga, uma história de cumplicidade e conflitos com mais de duas décadas. Desde textos literários a documentos técnicos, tem sido um enorme desafio contar histórias e partilhar conhecimento para públicos diferentes.

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O projecto Empreendedora Solo é um recurso digital que oferece as futuras  empreendedoras (em especial, mas não exclusivamente) informações e serviços que facilitem a sua imersão nesse estilo de vida empreendedor. Estilo de vida? Sim, é assim que eu vejo “ser empreendedora”, uma  mulher que para além de correr riscos ao iniciar um negócio próprio, questiona a sua atitude consigo mesma, com quem se relaciona e o seu papel na comunidade. Ingenuidade a parte, começamos um negócio para ganhar dinheiro, mas os nossos valores e personalidade precisam ser coerentes e consistentes, faceis de identificar nas escolhas diarias que fazemos, a roupa, a alimentação, o lazer, que combinados se transforma num estilo de vida.

Sempre que visitar o blog, pode esperar encontrar textos da minha autoria, resultantes de pesquisa, experiência profissional ou investimento de recursos em cursos ou eventos. Empreendedorismo  e Tecnologia são as principais temáticas dos textos, mas também espero cobrir também  desenvolvimento pessoal e ambiente.

Como autora, já imaginei o meu público-alvo, jovens mulheres dos 18-35 anos, sem nenhuma ou pouca experiência de criação de negócios, curiosa em buscar experiência sobre o assunto antes de decidir começar um negócio e alguns pequenos detalhes, mas no final o blog pode ser visitado por familiares, colegas de escola, leitores acima dos 40 anos e até o CEO de uma multinacional. E aí começou uma série de perguntas: Escrevo Olá visitante, Querido Leitor ou Carissimos? Posso ser sarcástica ou não? Será que escrevo em inglês? Será que vou ter alguma influência positiva? Será que vou arranjar inimigos? Será? Será? E as questões foram infinitas e sempre serão.

Por fim, entrei em acordo com minhas borboletas interiores, antes de publicar um texto vamos reflectir cinco pontos:

  1. Estou sendo clara o suficiente?
  2. Quebrei alguma regra pessoal de vulnerabilidade?
  3. O texto incentiva as mulheres a reflexão ou parece que o assunto está encerrado?
  4. Como está a dose de criatividade?
  5. Eu enviaria o texto para a minha filha daqui a 15 anos?

E basta três “sim” que o texto fica visível para o público e a vida segue.

Lembra que mencionei as fontes (pesquisa, experiência e formação) dos textos, não é? Acompanhe o blog como fonte adicional de consulta sobre o assunto e não é válido como referência de trabalhos académicos. No final de cada postagem está aberto a sessão de comentários para partilhar a sua opinião, fazer sugestões e interagir com o propósito de melhorar a sua experiência sempre que retornar.

Apresentação concluída. Vamos empreender?