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Você pode resistir, mas um dia precisará de conselhos

Posso contar uma história? Eu conheci uma mulher que dizia ser perita em homens, sentia o cheiro de homem malandro a distância e jurava de pés juntos que nunca cairia nas garras de um sedutor. Imagine só, tempos depois a perita do amor estava num longo relacionamento abusivo com o homem dos seus sonhos e tinha vergonha de conversar com as amigas sobre o assunto, até que um dia cometeu suicídio. Esta é uma história de amor fictícia (Se alguma de vocês estiver num relacionamento abusivo procurem ajuda urgente), o tópico que quero tratar hoje é sobre a dificuldade que algumas empreendedoras enfrentam para pedir conselho profissional.

Na nossa jornada empreendedora a maior vilã dos nossos sonhos somos nós mesmas. Quando temos algum recurso financeiro ou conhecimento adquirido na Universidade, julgamos que temos o suficiente para começar um negócio. Tal como a perita do amor que mencionei no início do texto, muitas empreendedoras já se consideram peritas em negócios porque os seus rendimentos não param de crescer. Eu nem vou aprofundar a questão do rendimento e lucro, pois não sou especialista no assunto.

O que interessa aqui é reflectir até que ponto temos conhecimento ou habilidades suficientes para tomar decisões sobre o nosso negócio sem ajuda. Posso dar como exemplo algumas questões:

– Que tipo de negócio vou fazer?

– Qual é o nicho perfeito para o meu negócio?

– Como aplicar o rendimento do negócio?

– Quando é a altura de aumentar a equipa?

– Tenho medo de fracassar. O que faço?

No caso específico de uma empreendedora solo é poupo provável encontrar por si mesma as respostas para estas ou outras dúvidas que possam surgir tanto como no início, como no decorrer da jornada empreendedora. O mundo de negócios não é para solitários, temos ao nosso dispor redes de suporte para empreendedores, alguns de forma gratuita e outros que requerem investimento financeiro.

Quando planeava escrever este texto, já tinha em mente o nome da Kathy Jamisse de Araújo (Coach e Psicóloga) como uma fonte para esclarecer as minhas dúvidas sobre como escolher um profissional para receber aconselhamento profissional. Conheci a Kathy num evento de networking para mulheres empreendedoras (Women Entrepreneurs Hustles in Mozambique Breakfast , procure o grupo no facebook) e logo interessei-me em trocar pontos de vistas sobre o papel dos psicólogos no desenvolvimento pessoal de empreendedoras.

Como empreendedora, enfrentamos alguns momentos de dúvidas, sem saber o rumo a seguir e com a solução para os nossos problemas longe do nosso alcance. Nesse momento, o melhor é consultar um psicólogo, um pastor, um coach, um mentor, um curandeiro, um amigo ou um consultor de negócios?

De um modo geral, a escolha da rede de suporte depende da crença da empreendedora e do tipo de bloqueio que impende ultrapassar a situação. E como o empreendedorismo não tem respostas prontas, cada uma deve ser capaz de avaliar quando precisa de ajuda externa e escolher a fonte adequada para ultrapassar a situação ou alcançar o objectivo que pretende. Seja por instinto ou experiência pessoal, sempre teremos a resposta do que fazer quando precisamos de aconselhamento profissional. Talvez não vamos acertar na primeira escolha, e daí passamos para as outras opções até criarmos a nossa própria rede de suporte.

Durante a conversa eu tive a oportunidade de esclarecer uma dúvida que tenho a muito tempo. Afinal, qual é a diferença entre um mentor e um coach? Se você também tinha a mesma dúvida, aqui vai a resposta:

Um mentor é uma pessoa com experiência numa área de actuação e que passa a sua experiência para o empreendedor. Ele partilha os seus desafios e como foi a sua experiência pessoal de superação. Enquanto o Coach é um profissional certificado internacionalmente para dotar os seus clientes de ferramentas para atingir os objectivos estabelecidos. O coach não precisa ser da mesma área de actuação do cliente, pois actua no espaço presente para o futuro, sem necessariamente requerer ao passado.

Então, é verdade que precisamos correr riscos, cometer erros, mas empreendedoras à sério avaliam com cautela os riscos e tentam cometer menos erros possíveis. E isso só é possível se deixar cair a máscara de perita e ter humildade de pedir conselhos quando for necessário.

Quando foi a última vez que consultaste a tua rede de suporte? Partilhe nos comentários.

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