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5 maneiras de reciclar com a Victória Caetano

Hoje inicia o oitavo mês do ano, tempo de recarregar as energias para cumprir as metas do ano. A minha lista de desejos para 2018 está um pouco atrasada, mas com muito trabalho chegamos lá. Uma das minhas metas é organizar uma lista completa de pontos de reciclagem das embalagens que adquirimos e o lixo que produzimos no nosso dia a dia.

O que tenho feito para alcançar essa meta? Procuro pessoas e instituições que reciclam materiais e partilho aqui no blog. Parece que a Mozarte é o meu ponto de encontro com mulheres que trabalham com reciclagem, foi lá onde conheci a Victória Caetano.

Na nossa recente conversa, a Victória partilhou comigo que frequentou o curso de Papel Reciclado em 2012 na Mozarte, num programa de capacitação patrocinado pela Unesco. Embora a sua primeira opção tivesse sido o curso de corte e costura, agarrou a oportunidade de aprender a trabalhar com papel reciclado e hoje é uma das principais artistas da casa nessa área.

A primeira obra que conheci da Victória, foi a tigela para decoração produzida a partir da reciclagem de caixa de ovos. Fiquei feliz por ter encontrado um melhor destino para as caixas de ovos que eu estava a acumular em casa.

E claro, eu não poderia deixar passar a oportunidade de conhecer outros materiais que ela precisa para trabalhar. Vamos anotar?

  1. Jornal/Revistas
  2. Papel (desde folhas a caixas de papelão)
  3. Garrafas plásticas
  4. Retalhos de capulana
  5. Caixas de ovos

Os artigos da lista são utilizados na produção de bijuterias, acessórios e objectos de decoração, com destaque para pulseiras, brincos, porta-joias, tigelas personalizadas, porta retratos, porta caneta, pastas escolares e mais. Se visitar a loja da Mozarte é possível apreciar e comprar as peças produzidas pela Vicória Caetano.

Para mais informações sobre a Victória Caetano:

Endereço: Mozarte- Centro de Recursos Juvenis, Av. Filipe S. Magaia, 522- Maputo

Telemóvel: 840415799

 

 

Evento: IV Edição Startup Grind Maputo com Alfredo Cuanda

Imagem: Divulgação Facebook

No princípio da minha estadia em Lichinga, meados de 2011, teve episódio na fila do banco que foi uma das maiores lições de vida para mim. Sabe aquela história da caneta perdida na bolsa, todos esquecemos da caneta nos momentos que mais precisamos. Então o senhor prontamente cedeu-me uma das canetas que tinha no bolso. Eu agradeci e fiquei curiosa por ele estar com duas canetas no bolso. E ele explicou:

Sempre ando com duas canetas, alguém pode precisar de uma.

Vivemos cada vez num mundo mais egoísta, mas felizmente ainda existem pessoas que se preocupam em ajudar os outros e andam prevenidos. Recordei-me desta situação a poucos dias e comprometi-me a sair de casa com duas canetas. E foi assim que salvei o dia da Wilma no IV Edição  Startup Grind Maputo quando ela se sentou ao meu lado.

De volta ao tópido do texto, o evento que vou falar hoje é a IV Edição do Startup Grind Maputo com Alfredo Cuanda. Conheço o trabalho do Ideário (Primeiro Hub em Moçambique, que se dedica a aceleração de negócios) há quase dois anos e eu sabia que seria um aprendizado enorme para os participantes. E claro, eu também queria aumentar a minha rede de contactos (e consegui).

Algumas lições de Empreendedorismo que tive no IV Edição do Startup Grind Maputo

  1. Todos somos empreendededores, queremos sempre ajudar ou resolver problemas.
  2. O Empreendedorismo é um estilo de vida, a forma como lidamos em diferentes campos da vida.
  3. A revolta com a situação em que nos encontramos, pode levar a frustração, até mesmo depressão.
  4. Precisamos estar dispostos ou abertos a cometer erros. E não devemos ser crucificados quando cometemos os erros.
  5. Montar uma equipa é um grande desafio, precisamos aprender a lidar com os outros e encontrar algo que une a equipa.
  6. Não cometa o erro de começar o negócio sem pagar a si próprio. O empreendedor precisa de salário.
  7. É preciso ter uma relação íntima com o dinheiro, perceber o seu valor e o valor que vai gerar. O dinheiro é consequência do valor que criamos.
  8. Aprender a partilhar as suas ideias com os outros. O valor não está na ideia, mas sim na sua execução.
  9. Não perca a oportunidade de estabelecer conexões com as pessoas. É importante nutrir as relações e comunicar o que se pretende com elas.
  10. Antes de procurar financiamento: contabilize todos os seus gastos, analise a sua capacidade de retorno, tenha disciplina financeira e diminua o risco de investimento.

Quando parei escrever, pensei “só isso, ainda tem mais”. Acredite, tem muito mais lições que podem ser tirados de um evento de networking para empreendedores. Para além da entrevista, a sessão de perguntas e respostas foi enriquecedora. A boa notícia é que o evento foi gravado e com certeza o resumo da equipa organizadora, será melhor do que as minhas anotações. Mas eu não podia falhar com o meu compromisso de partilhar o que aprendi, ainda no espírito do senhor que anda com duas canetas.

Partilhe a experiência, alguém pode precisar.

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Alguém deve financiar o teu negócio, não a tua ideia

Hoje vou falar sobre dinheiro. A primeira resposta que vem à tona quando se questiona sobre as principais dificuldades de iniciar um negócio em Moçambique. O dinheiro é fundamental para o negócio, mas não pode ser a principal barreira para iniciar o negócio.

Se tiver certeza de que precisa de financiamento, pode encontrar facilmente alguém para financiar o seu negócio. Mas ninguém, por mais amizade ou amor que sinta por si, deve financiar a sua ideia de negócio. Não se aproxime de família, amigos para pedir dinheiro na fase de ideia. O primeiro investimento na fase de ideia deve ser seu e a sua primeira tarefa é transformar essa ideia num negócio.

Todos temos ideias de negócios, eu tenho uma lista com 1001 ideias de negócios. Mas para transformar uma delas num negócio sustentável requer tempo de pesquisa, desenvolvimento de protótipo, testes com clientes, que podem resultar em validação da ideia como também provar de que é melhor abandonar a ideia.

Já li algures que nessa fase da ideia pode pedir dinheiro à amigos e familiares, pois há possibilidade de negociar maiores prazos de devolução ou não devolver o valor. Amigos e familiares estão sempre do nosso lado, a ideia de negócio falha e as relações não são quebradas. Concorda com isso?

Estou de acordo com a parte que diz “ estão sempre do nosso lado” , mas não precisamos esticar a corda. Eles podem aceitar dar o dinheiro de boa fé ou por confiança, mas quanto menos pessoas envolver nessa fase que nem você mesmo acredita no negócio, melhor.

Porque quem acredita na sua ideia de negócio, não reclama de dinheiro. Procura alternativas:

– Faz uma poupança do rendimentos

– Trabalha em actividades que não gosta ou nem pensaria em trabalhar: vender jornais, lanchar, limpar machambas, limpar residências e uma lista infinita de trabalhos que precisam de mão de obra barata

– Participa de concursos, competições, xitique, campanhas de crowfunding.

Penso que não devemos envolver muitas pessoas na fase da ideia do negócio, porque não vamos apenas testar se o cliente gosta da nossa ideia. Nessa fase testamos o poder de compra do cliente, a nossa capacidade de produção, inovação, gestão. E pode se dar o caso do empreendedor querer desistir, mas sentir o peso por ter investido tempo e dinheiro de outras pessoas.

O auto financiamento é poder na fase da ideia. É seu sonho, seja a primeira a estar comprometida com ele.

 

 

 

6 maneiras de reciclar com a Daisy Social?

Recordo-me até hoje da voz serena da Cristina Rocha quando apresentava o projecto Daisy Social no Awit Mozambique 2017. Eu fico encantada com artigos feitos a mão e muito mais fascinada quando o processo de produção inclui materiais reciclado.

A Daisy Social apresenta-se como:

Um  negócio que visa emponderar as mulheres com habilidades para produzir sabonetes artesanais de baixo custo através da utilização de ingridientes e materiais recicados. Para alem de criar trabalho, ajudam no meio ambiente com a  reciclagem.

Tive oportunidade de conversar com a fundadora da Daisy Social em diferentes ocasiões, o ponto de encontro mais frequente era na Mozarte, onde foi possível presenciar as formações e sentir de perto o aroma dos sabonetes. A Cristina Rocha partihou  comigo que o óleo de cozinha era um dos ingridientes de fábrico dos sabonetes e logo encontrei uma forma de contribuir para a iniciativa. Desde então tenho aguardado com entusiasmo que o pote de óleo usado fique completo para entregar a Daisy Social.

Você já sabia que o sabonete era produzido com óleo? Se não, agora já sabe e se quer contribuir para o empoderamento das mulheres moçambicanas, faça doação de ingrientes e materiais para a Daisy Social.

Procurei mais informações de como reciclar com a Daisy Social e tenho uma listinha. Vamos anotar?

  1. Óleo de cozinha usado (excepto óleo usado para fritar peixe)
  2. Pó de café usado seco
  3. Pacotes de leite e de sumo
  4. Caixinhas de plásticos
  5. Rolos de cartão do papel higienico
  6. Caixas de cartao duro

Os artigos da lista são utilizados na produção inicial dos sabonetes, como também na produção de moldes. Se visitar o website e redes sociais da Daisy Social tem diferentes desenhos de sabonetes artesanais.

Para mais informações sobre a Daisy Social:

Web: https://daisyhandmadesoap.wordpress.com/

E-mail: daisyhandmadesoap@gmail.com

Facebook: https://www.facebook.com/DaisyHandmadeSoap/

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Soluções tecnológicas Made in Mozambique #1 : Bilhetes Online

336 horas foi o tempo exacto que eu levei para decidir qual seria a plataforma web ou aplicativo do primeiro texto sobre soluções tecnológicas made in Mozambique. Nesta seccão, falo de soluções que testei, utilizo ou recomendo. O nome Bilhetes Online ficou no topo da lista porque conheci o projecto inicial e admiro a evolução do produto até a versão actual.

O que é Bilhetes Online?

No seu website oficial www.bilhetesonline.co.mz apresenta-se como:

O site www.bilhetesonline.co.mz é um produto da empresa Dream Solutions Enterprise Limitada. O site bilhetesonline.co.mz é uma plataforma que permite aos internautas comprar bilhetes e inscreverem-se em eventos que decorrem no território moçambicano a partir da web em qualquer lugar do mundo.

 

Como funciona?

  1. Cadastro para novos utilizadores ou login para utilizadores registrados. (47 segundos registro e 1min e 40segundos registro e verificação de email)
  2. Selecção de evento. É possivel fitrar os eventos por categorias (musica, palestra, conferencias, etc) e datas.
  3. Compra de bilhete (Menos de 2 min). Opções de pagamento: cartão visa/mastercard, transferência ou depósito e mpesa.

Quando foi a última vez que utilizei o serviço?

No dia 24 de Novembro de 2017 comprei o bilhete para o evento GDG DevFest Maputo 2017

Motivos para retornar ao Bilhetes Online?

  1. A economia de tempo, facilidade e conforto na compra de bilhete de eventos.
  2. Uma das formas de ajudar o ambiente é pensar antes de imprimir. A opção de ter um bilhete digital é amiga do ambiente. Eu sou amiga dos amigos da Ambiente.
  3. O serviço de gestão e controle de eventos para promotores é optimo para produtividade no trabalho

O que gostaria de ver nos Bilhetes Online?

  1. Preço dos eventos na página inicial. Até agora é possivel saber que o evento é gratuito através da imagem do evento ou após clicar nos detalhes.
  2. Gestão de eventos para particulares. No perfil apenas tem opção de alterar password, penso que seria interessante ter históricos de eventos participados.

Na minha recente pesquisa tanto o Bilhetes Online como o EventBrite tem poucas publicações de eventos nacionais. Os organizadores e promotores de eventos de todo Moçambique precisam diversificar os meios de divulgação, nem todos participantes tem acesso a jornal, tv, whatsapp ou facebook. O Bilhetes Online pode se tornar uma referência de informação sobre o ambiente de negócios ou estágio da cultura no país.

Conhece outras plataformas de divulgação de eventos? Partilhe nos comentários.