Como preencher o canvas parte IX: Estrutura de custos

O mundo está nas mãos daqueles que tem a coragem de sonhar e de correr o risco de viver os seus sonhos.

Paulo Coelho

Diariamente somos expostas  as famosas frases motivacionais. O empreendedorismo é pintado de cor de rosa, com um final feliz como nas histórias das princesas da Disney. Felizmente, somos mulheres maduras, já não caímos em qualquer conversa doce. Queremos empreender sim, mas já sabemos que esse nosso pequeno grande sonho tem custos.

Aqui no blog, começamos a falar do modelo de negócios canvas. Uma ferramenta flexível que permite estruturar um negócio, desenvolvido por Alexander Osterwalder.

Se está a acompanhar esta série de textos sobre o modelo de negócios Canvas, pode rever os blocos anteriores no link abaixo.

  1. Proposta de Valor
  2. Segmento de Clientes
  3. Canais
  4. Relações com Clientes
  5. Fontes de Receitas
  6. Recursos-chave
  7. Actividades-chave
  8. Parceiros-chave

Hoje, chegamos ao fim da série como preencher o canvas e vamos tratar do bloco: Estrutura de custos.

Na estrutura de custos, descreve-se os custos da empresas  que permitem um modelo de negócios funcional.  Os custos são todos gastos necessários para produção ou aquisição de produtos e serviços. Agora percebemos por que é aconselhável preencher o bloco dos custos por último. Nesse campo revemos muitos campos anteriores para identificar os custos do negócio.

 

De forma a completar o bloco com clareza, pode se guiar nas seguintes perguntas:

– Quais são os custos mais importantes do modelo de negócios?

– Quais são os recursos-chave mais caros?

– Quais são as atividades-chave mais caras?

 

A estrutura de custos varia de negócio para negócio e principalmente da capacidade financeira da empreendedora. Há negócios que se baseam nos custos, desde o princípio a empreendedora procuram menos custos para oferecer a proposta de valor, como é o caso da PEP. Mas há aqueles negócios que se baseam na proposta de valor, numa qualidade e exclusividade dos seus produtos que nem se preocupam os custos, um exemplo clássico é a Louis Vitton.

 

Seja qual for o seu sonho empreendedor, não se abale com a estrutura de custos. Aprende como começar pequeno, com o que tem e onde está. E inspiração, é o que não nos falta aqui em Moçambique. Vamos empreender?

 

Novidade

Sabia que pode ter um modelo de negócios gratuito durante o mês de Junho. Envie um e-mail para ola@empreendedorasolo.com e faça parte dessa promoção especial para mulheres empreendedoras.

Como preencher o canvas parte VIII: Parceiros-Chave

A fase inicial de um negócio tem muitos desafios. Nem sempre há capacidade financeira suficiente para adquirir todos os recursos necessários para o negócio funcionar. Dependendo do tipo de negócio, equipamentos de qualidade, mão-de-obra qualificada, meios circulantes, são considerados investimentos de luxo para empreendedoras iniciantes. E daí, como ultrapassar essa barreira?

No modelo de negócios canvas, a ferramenta de estruturação de negócios que venho abordando aqui no blog, tem um bloco específico que ajuda-nos a identificar organizações, empresas e outros parceiros de apoio que facilitam o funcionamento do negócio. O oitavo bloco do canvas é parceiros-chaves.

Se está a acompanhar esta série de textos sobre o modelo de negócios Canvas, pode rever os blocos anteriores no link abaixo.

  1. Proposta de Valor
  2. Segmento de Clientes
  3. Canais
  4. Relações com Clientes
  5. Fontes de Receitas
  6. Recursos-chave
  7. Actividades-chave

A rede de parceiros de negócios não serve apenas para quem tem pouco capital inicial. É verdade que essa estratégia reduz custos ao adquirir recursos ou actividades específica de graça ou com descontos, mas ela também é responsável pela optimização dos processos do funcionamento do negócio e redução do risco de incerteza.

Quando nos dedicamos ao campo de parceiros-chave no modelo de negócios canvas, incluímos empresas ou particulares que actuam tanto na produção, como entrega e distribuição da proposta de valor. Se cada empreendedora dedica mais tempo a principal actividade do negócio, pode confiar outras actividades aos parceiros-chave e consequentemente terá melhores resultados no negócio.

Existe algumas perguntas importantes para preencher o bloco de parceiros-chaves. Tente responder as seguintes questões:

– Quem são os nossos parceiros-chave?

– Quem são os nossos fornecedores-chave?

– Que recurso-chave a empresa consegue obter através dos parceiros-chave?

– Que actividades-chave os parceiros-chave exercem?

 

Estamos a caminho do primeiro aniversário do blog e este texto reflecte muito a essência deste meu projecto. Quantas mulheres desejam começar um negócio, mas não o fazem porque sentem que precisam de uma equipa? A alternativa para as empreendedoras à solo é essa, buscar parcerias para tornar o seu negócio realidade ou expandir um negócio existente.

Quem caminha sozinha pode até chegar mais rápido, mas quem caminha acompanhado , com certeza vai mais longe.

Clarisse Lispector

Se precisa de recomendações de parceiros e fornecedores para o seu negócio, envie um e-mail para ola@empreendedorasolo.com e vai se surpreender com as opções locais e internacionais que temos para si. Vamos empreender?

Como preencher o canvas parte VII: Actividades-Chave

Estamos na fase final da série de publicações sobre o modelo de negócios Canvas. Uma ferramenta prática que dá uma visão ampla do negócio. Pode ser aplicada tanto para quem está a começar um negócio, como para quem já tem um e pretende uma estrutura de negócios eficiente.

Os blocos do modelo canvas que  já abordamos aqui no blog são:

1.    Proposta de Valor

2.       Segmento de Clientes

3.       Canais

4.       Relações com Clientes

5.       Fontes de Receitas

6.       Recursos-chave

O sétimo bloco a ser preenchido é: Actividades-chave.

Todos temos uma rotina diária. Se for um dia útil da semana, o nosso cérebro já sabe que acções executar para sair de casa para o trabalho. Tomar banho, escovar os dentes, vestir, tomar o pequeno-almoço, rezar e já estamos prontos para sair de casa.

No negócio acontece o mesmo, existe um conjunto de actividades diárias que são realizadas para que o negócio funcione de forma plena e eficiente. No modelo canvas, essas actividades ou processos são denominados actividades-chave.

A descrição das actividades-chave varia de negócio para negócio, pois estas actividades estão relacionadas com os outros campos do negócio: proposta de valor, canais, relações com clientes e fontes de receitas. Por isso, antes de preencher o bloco de actividades-chave, é importante rever as respostas dos blocos anteriores no modelo canvas.

A qualidade das respostas depende da qualidade das perguntas. Assim, para preencher o bloco actividades-chave de forma correcta, levamos em consideração as seguintes perguntas:

1.       Que actividades devemos desenvolver para que a proposta de valor funcione correctamente?

2.       Que canais de distribuição devemos desenvolver?

3.       Que actividades devemos priorizar nas relações com os clientes?

4.       Que actividades devemos desenvolver para que as fontes de receitas funcionem correctamente?

Nessa fase, já estamos mais familiarizidas com o modelo canvas, que as respostas podem surgir rapidamente. Parece óbvio que se o  negócio é confecção de bolos, o estoque de ingridientes deve ser conferido constatentemente. Se tiver um serviço de entrega ao domicílio, os clientes devem ter essa informação e a viatura deve estar abastecida. Estes são alguns exemplos de actividades-chave para o negócio mais delicioso do mundo.

O modelo canvas é fléxivel, tanto as actividades-chave como os restantas blocos do quadro podem ser ajustados ao longo do tempo. O importante é utilizar a ferramenta com frequência , avaliar os resultados e reajustar as estratégias. Vamos empreender?

 

 

 

Como preencher o Canvas parte VI: Recursos-Chave

Abril já está no fim, mas os momentos bons e menos bons ficam na memória. Para mim, o mês de Abril teve muitas mudanças, novo desafio profissional, novo país e principalmente oportunidades de reviver a minha trajectória empreendedora.

Bem no início do mês, reencontrei um cliente que tive no primeiro negócio a quase dez anos atrás. Na altura estavamos envolvidos na produção de uma revista, viajei para Funhalouro e mais 3 distritos de Inhambane, conheci histórias de luta de homens e mulheres que garantem comida saudável nas nossas mesas. Mesmo com o fim do primeiro negócios, esses momentos não se apagam da memória. E quando retornam, vem acompanhados de saudade, culpa, questionamentos.

Por isso, venho com mais uma publicação sobre o modelo de negócios Canvas. A visualização e planeamento do negócio na fase inicial, pode reduzir esse conjunto de sentimentos que temos quando algo corre mal ou mesmo o negócio chega ao fim. E mais, como o modelo pode ser ajustado ao longo do processo de criação do negócio, há mais chances de sucesso.

O sexto bloco a ser preenchido no Canvas é o Recursos- Chaves. Esta parte foca os recursos necessários para tornar a proposta de valor, os canais de entrega, o relacionamento com clientes e as receitas completamente funcionais.

É comum encontrar empreendedores que ainda não deram o primeiro passo para o negócio por falta de dinheiro. Quando nos dedicamos aos recursos-chave do negócio, percebemos que os recursos vai além do dinheiro disponível.  Recursos-chave para o negócio inclui: principais activos (bens,valores ou direitos que podem ser convertidos em dinheiro), recursos intelectuais (bens inantigíveis como: música, livro, marca registrada), recursos físicos (cadeiras, mesas,quadros) e recursos humanos (equipa com formação e experiência relevante).

Este é um erro popular, desde o momento que queremos iniciar o negócios, só pensamos no dinheiro, dinheiro e dinheiro. Quem sabe se nos dedicarmos mais tempo a investigar os restantes recursos que temos ou que podemos aceder com facilidade junto da família, amigos e até do governo, encontramos a resposta para preencher o bloco recursos chaves.

Nem sempre é fácil pensar nos recursos que temos para o negócio. Quase dez anos depois, fico a pensar nos recursos que tive disponível para continuar o negócio, mas não tinha conhecimento e maturidade suficiente para ver isso. Mas como estamos aqui para aprender e partilhar o que sabemos, tenho certeza que você fará um trabalho melhor. Vamos empreender?

Como preencher o Canvas parte V- Fontes de Receitas

Hoje vamos continuar a explorar o Canvas, um dos modelos de estruturação de negócios mais populares actualmente. Já passam quase três anos que aprendi e utilizo a ferramenta para visualizer as minhas ideias de negócios e cada vez que pratico, entendo melhor e por isso comecei a secção canvas aqui no Blog.

Hoje vamos tratar do 5° bloco: fontes de receitas. Esta é uma das principais partes do modelo canvas, pois um dos indicadores de sustentabilidade do negócio é quantidade de dinheiro que entra na caixa da empreendedor.

No princípio do negócio, é preciso ter descrever as formas que a empresa vai utilizar para gerar receitas. É mais fácil atribuir tipos de receitas a cada seguimento do Mercado. Podemos ver o exemplo da empresas de telefonia móvel, elas definiram pagamento pré pago para particulares e facturação mensal para empresas.

Algumas perguntas a considerer no bloco de fontes de receitas são:

  • Por que valor o segmento de clientes está disposto a pagar?
  • Por que eles pagam actualmente?
  • Qual é a contribuição de cada fonte de receita para a receita total?

É importante visualizar as fontes de receitas com foco no segmento de clientes, mas também incluir o seu comportamento perante a concorrência. Imagine uma doceira recente no mercado, que definiu oferecer bolos de aniversários para clientes intolerantes a lactose. Ela sabe que os clientes estão dispostos a pagar por um bolo adequado a sua saúde, mas o preço que for estipulado deve corresponder com a concorrência. Se for mais caro, tem que ser capaz de transmitir aos clientes o valor ou diferencial do produto.

Dependendo de cada negócio, existem diferentes formas de gerar receitas. As mais conhecidas são:

  • Venda directa;
  • Taxa por utilização: dinheiro ganho por utilização de um serviço específico. Por ex: Correios;
  • Taxas de subscrição: fonte de receita proveniente de acesso contínuo a um serviço. Por ex: DSTV;
  • Licenciamento: receita proveniente da cobrança por utilização de uma propriedade intelectual. Por ex: Transmissão de novelas da Globo por outros canais como STV
  • Comissão: receita proveniente de intermediação de serviços entre duas partes interessadas. Ex: correctores de seguros.
  • Publicidade: receita proviniente da cobrança de taxas para divulgar o produto/serviço. Por ex: TVM, STV, etc

O canvas é modelo de negócios fléxivel, permite que o empreendedor faça o esboço de como vai gerar receitas, e que mais tarde pode ser ajustado de acordo com os resultados dos testes.

Se nunca tinha ouvido falar do canvas, esta secção do blog é dedicada a partilha de noções gerais sobre o assunto. Se achou achou interessante, pesquise mais sobre o assunto, também pode participar nas capacitações que inclui o tema. Um dos cursos de empreendedorismo que fiz através do programa YALI adoptam o modelo canvas. Recentemente vi que a formula milionária contém o canvas nos temas do curso. Não deixe de comentar a sua experiência com este modelo de negócios.

Vamos empreender?